As conferências do III Encontro de Educação

A participante do III Encontro de Educação, Natalí de Oliveira Alencar, estudante do Mestrado em Comunicação, que a Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) patrocina com titulação pela Universidad Europea del Atlántico (UNEATLANTICO).

Resumiu as duas principais conferências para a página do Encontro; “Professoras(es) e escolas: mais do que certezas, questões” de Alexander Cordovés e “A classe invertida (flipped classroom): uso das TIC para inovar em experiências de aprendizagem” de Mário Vásquez. Natalí destaca em ambos os casos as ideias principais e a mensagem que eles transmitiram aos participantes.
O papel desafiante dos professores e das escolas: “Mais do que certezas, questões”

Por: Natalí Alencar

O III Encontro de Educação promovido pela Funiber Brasil, realizado em Florianópolis no mês de janeiro último, contou com palestra do Doutor em Antropologia Social pela Universidade de Santa Catarina, Alexander Cordovés sobre os diversos desafios enfrentados pelos professores e escolas na prática educacional.

Com o título: “Professores e ou escolas – mais do que certezas, questões”, o profissional trouxe uma análise do contexto atual enfrentado diariamente pelos docentes em sala de aula e suscitou nos participantes, importantes questionamentos.

Dentre eles, o fato de que pensar a escola é refletir sobre as relações que estes profissionais estão envolvidos e quais as expectativas e exigências da comunidade e do Estado. Afinal, como mediar em um mesmo ambiente as diversidades culturais, étnicas, de gênero, raciais, socioeconômicas e deficiências na aprendizagem?

“É uma prática desafiante, porque a educação não consegue se movimentar no mesmo tempo em que as suas comunidades estão inseridas”, disse o pesquisador.

Cordovés chamou ainda a atenção para o defasado processo de aprendizagem por repetição e o endosso de normas pré-estabelecidas que já não coincidem com a realidade.

«A escola sempre vai bem atrás da realidade, não dá conta das exigências atuais quando deveria tentar ir o mais próximo possível dessa realidade”, acrescenta.

O Doutor detalhou ainda as problemáticas enfrentadas, como as corriqueiras (dificuldades de aprendizagem, violência, desafios didáticos, inclusão e tecnologia), além das emergentes (como formar agentes de paz em locais de conflito eminente ou ainda em regiões com aumento de migrantes).

Para ele, essas problemáticas fazem transparecer tensões entre as realidades que o profissional tem que lidar e a sua formação, bem como as realidades e os recursos das escolas para atender essa dinâmica.

Assim, Cordovés provocou: Como pensar a formação dos professores de forma inovadora? Quais são as possibilidades reais de inovação? Como a escola pode inovar? Como um professor pode inovar?

Afinal, mais do que certezas, há questões.

As salas invertidas: Como a tecnologia amplifica a pedagogia

Por: Natalí Alencar

Outra palestra que o III Congresso de Educação da Funiber Brasil recebeu foi: “A Classe invertida: uso das TIC para inovar em experiências de aprendizagem”, ministrada pelo Doutor em Educação pela Universidade de Salamanca (Espanha), Mário Vásquez.

Vásquez comentou que com ou sem a tecnologia, a sala de aula continua sendo importante e que as tecnologias permitem dar continuidade ao espaço presencial, como uma extensão e amplificação do propósito pedagógico.

Assim, o conceito das salas invertidas tem como principais características a mudança na estratégia pedagógica ao disponibilizar para o aluno, o quanto antes, o material para que ele assista, prepare perguntas e faça exercícios, ficando a sala de aula o espaço destinado à interação, atendimento personalizado, realização de exercícios práticos e experimentos.

Isso implica que o professor mude o papel de “conferencista” para “facilitador” com um trabalho mais colaborativo em parceria com o aluno e empoderando o seu aprendizado.

Como desvantagem, ele aprontou a resistência e os questionamentos do papel do professor para os alunos e por parte do docente, a exigência da preparação antecipada e a perda do suposto “controle do conhecimento”.

O método da sala invertida passa, portanto, a sugerir intervenções de acordo com as necessidades apontadas pelos alunos, desenvolvendo seu pensamento crítico.